Taxa Selic a 15%: o que é como ela afeta os investimentos

Você já ouviu falar na taxa Selic e ficou se perguntando o que isso significa e por que todo mundo fala dela quando o assunto é economia e investimentos? Pois este é o momento de tirar as dúvidas de uma vez por todas!

De modo geral, a taxa é uma das principais variáveis que influenciam o valor do seu dinheiro, seja na hora de investir, pedir um empréstimo ou planejar seus objetivos financeiros.

Entender como ela funciona é essencial para qualquer pessoa que quer melhorar sua organização financeira e tomar decisões mais inteligentes com seus recursos.

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O que é a taxa Selic?

A Selic, abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é conhecida como a taxa básica de juros da economia brasileira. É ela que serve de referência para quase todas as outras taxas de juros do país, como empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e investimentos.

Assim, essa taxa é muito mais do que um índice econômico: é um termômetro da economia e funciona como um parâmetro muito usado no mundo dos investimentos.

Como a Selic é definida

A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que se reúne aproximadamente a cada 45 dias para decidir se mantém, aumenta ou reduz a taxa. Essa decisão considera fatores como inflação, atividade econômica, cenário externo e expectativas dos mercados.

Desse modo, pela quarta vez desde julho deste ano, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano. Esse é o nível mais alto desde junho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano.

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Reprodução/Agência Brasil

O patamar atual é considerado alto e reflete uma política monetária mais rígida para controlar a inflação. Essa alta influencia muitas partes da vida financeira dos brasileiros, como no custo de produtos e na rentabilidade de investimentos.

  • Empréstimos e financiamentos: Quando a Selic está alta, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir. Isso torna mais caro pegar dinheiro emprestado, seja para comprar um carro, financiar um imóvel ou usar o cartão de crédito.
  • Consumo: Juros mais altos desestimulam o consumo, porque as parcelas ficam mais caras e as pessoas preferem guardar dinheiro.
  • Inflação: Uma Selic alta pode ajudar a controlar a inflação, isso porque ela dificulta a circulação de crédito e o consumo, reduzindo a pressão de alta nos preços

Selic e os investimentos

Agora que você sabe o que é a Selic, vamos entender como ela atua diretamente nos investimentos.

Tesouro Selic

Esse é um título público cujo rendimento acompanha diretamente a taxa Selic. Quando essa taxa está alta, o Tesouro Selic tende a render mais, o que atrai investidores que buscam segurança e retorno acima de aplicações conservadoras como a poupança.

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CDBs e outros títulos pós-fixados

Investimentos como CDBs, LCIs, LCAs e alguns fundos de renda fixa também sofrem influência da Selic. Em um cenário de juros altos, a rentabilidade oferecida por esses produtos tende a ser maior, atraindo investidores que buscam rentabilidade consistente com baixo risco.

Ações e renda variável

Quando a Selic está alta, investimentos de renda variável (ações, fundos imobiliários e outros ativos que não têm retorno garantido) podem ficar menos atrativos no curto prazo. Isso ocorre porque os investidores podem preferir aplicar em renda fixa, que é mais segura e está com juros elevados.

Entretanto, uma Selic alta pode mudar a dinâmica de alguns setores. Por exemplo, empresas com alto endividamento tendem a ver seus custos financeiros subir, o que pode pressionar seus lucros. Já setores voltados para consumo podem sentir a demanda cair se o crédito ficar caro.

Poupança

A regra de rendimento da poupança depende diretamente da Selic:

  • Acima de 8,5% ao ano: a poupança rende 0,5% ao mês + Taxa Referencial.
  • Abaixo de 8,5% ao ano: ela passa a render 70% da Selic + Taxa Referencial.

Ou seja, com a Selic a 15%, o rendimento da poupança segue a regra fixa de 0,5% ao mês.

Fique por dentro!

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